Então vamos abrir as feridas, sentir a dor de ser carne... admitir nossa podridão interna. Todos os nossos buracos fedem. A beleza é apenas a forma da natureza divina perpetuar à ópera do anjo caído.
Esse Blog não é pra você Polyana, que ainda não sentiu essa dor e me acha mais um louco na esquina; mais um mendigo bêbado na calçada...uma mariposa aloprada ao redor do candeeiro...um verme preso no âmbar.
Vamos além da dor do desejo. Existe algo que vem antes...ou abaixo: A culpa!
Abortar à vida (com crase mesmo)....escarrar sem cuspir, engolir o muco. Como aquele sentimento masculino que emerge após o Nirvana ocidental, o único momento sem dor, segundos de morte...momentos sem mente: o orgasmo.
Doce irrealidade, mais uma armadilha da negação do poder, de privar o amor...a paixão ou um beijo. Então castraremos o dardo que fustigou a carne, e mergulharemos no gozo inverso da vontade.
Doce irrealidade, mais uma armadilha da negação do poder, de privar o amor...a paixão ou um beijo. Então castraremos o dardo que fustigou a carne, e mergulharemos no gozo inverso da vontade.
Então eu que sou romântico, depressivo, bipolar, louco (como queiras chamar) não tenho saída a não ser encarar a fatídica culpa. Me tornar vítima. Por que não?
Me acomodar na confortável poltrona de espectador; já que sou incapaz de protagonizar na merda que vejo no palco. Doente é ser sadio nesta sociedade de psicopatas. Louco, senhora carola da missa dos domingos, é querer ser normal no meio da barbárie.
Então deixe-me só sr, Maçom. Feixem esta bosta desta página Rotaryanos e Lyoninos. Cuidadores da moral e dos bons costumes...ou seriam bons curtumes?
Me dêem então as pílulas, me anestesiem. Vou jogar a culpa pra baixo dos vossos tapetes e vou me sentir só uma vítima... Confortavelmente sedado.
Covardia, fraqueza, falta de caráter, doença...chamem do que quiser.
- Não precisa se assustar Doutora, hoje apenas tirei a máscara....elas às vezes me tiram o fôlego....só às vezes...