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Um pouco sobre bipolaridade, transtornos de humor, depressão, ansiedade...
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#depressão #ansiedade #tdah #bipoloaridade #pânico #distimia #melancholia
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Descoberto o DNA do sono: Gene ABCC9

Uma equipe de cientistas alemães descobriu o gene que pode explicar o porquê de algumas pessoas precisarem de dormir menos tempo do que outras.
Quatro mil indivíduos responderam a um questionário elaborado por peritos da Universidade Ludwig Maximilians que procurou traçar os hábitos de sono dos europeus e identificar o gene que permite a alguns ‘funcionarem’ com menos horas de sono.

Descobriram que as pessoas que têm duas cópias de uma variante do gene ABCC9 precisam de dormir por um período significativamente menor do que aquelas que têm as duas cópias da outra variante do gene, avança a FoxNews.

Depois de terem descoberto um gene semelhante nas moscas da fruta, os cientistas da Universidade de Munique, em colaboração com os investigadores da Universidade de Leicester, conseguiram modificar a função do mesmo no insecto. Foi-lhes possível, então, diminuir o período de tempo dormido pelos mesmos.

Um dos autores do estudo, Till Roennberg, explicou que «é muito encorajador saber que o ABCC9 também afecta o período de sono nocturno das moscas». Isto significa que «o controle genético da duração do sono pode muito bem basear-se em mecanismos semelhantes em várias espécies».

Se isto significar que é possível manipular estes genes no futuro, poderemos induzir as pessoas a precisarem de dormir menos horas.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Aborto, a Culpa, a Vitima...e o Fundo do Poço!

É hora de rasgar o verbo! A intenção do Blog não era essa? Então vamos mergulhar no fundo do poço, com ou sem escafandro. Viver como os Românticos, como os Ghóticos... Salvem os Bárbaros!
Então vamos abrir as feridas, sentir a dor de ser carne... admitir nossa podridão interna. Todos os nossos buracos fedem. A beleza é apenas a forma da natureza divina perpetuar à ópera do anjo caído. 



Esse Blog não é pra você Polyana, que ainda não sentiu essa dor e me acha mais um louco na esquina; mais um mendigo bêbado na calçada...uma mariposa aloprada ao redor do candeeiro...um verme preso no âmbar.
Vamos além da dor do desejo. Existe algo que vem antes...ou abaixo: A culpa!

Abortar à vida (com crase mesmo)....escarrar sem cuspir, engolir o muco. Como aquele sentimento masculino que emerge após o Nirvana ocidental, o único momento sem dor, segundos de morte...momentos sem mente: o orgasmo. 


Doce irrealidade,  mais uma armadilha da negação do poder, de privar o amor...a paixão ou um beijo. Então castraremos o dardo que fustigou a carne, e mergulharemos no gozo inverso da vontade.


Então eu que sou romântico, depressivo, bipolar, louco (como queiras chamar) não tenho saída a não ser encarar a fatídica culpa. Me tornar vítima. Por que não?

Me acomodar na confortável poltrona de espectador; já que sou incapaz de protagonizar na merda que vejo no palco. Doente é ser sadio nesta sociedade de psicopatas. Louco, senhora carola da missa dos domingos, é querer ser normal no meio da barbárie.
Então deixe-me só sr, Maçom. Feixem esta bosta desta página Rotaryanos e Lyoninos. Cuidadores da moral e dos bons costumes...ou seriam bons curtumes?
Me dêem então as pílulas, me anestesiem. Vou jogar a culpa pra baixo dos vossos tapetes e vou me sentir só uma vítima... Confortavelmente sedado.


Covardia, fraqueza, falta de caráter, doença...chamem do que quiser. 
- Não precisa se assustar Doutora, hoje apenas tirei a máscara....elas às vezes me tiram o fôlego....só às vezes...

Balanço anual: Nada de novo no front...

Um ano de Blog e nada mudou. Hoje estou pior ainda. Não durmo mais. Insônia total, o Rivotril perdeu o efeito. Não tenho mais grana pra médico, estou me auto-medicando com 4mg de Rivotril a noite + 25mg de amitripilina; ambos conseguidos na clandestinidade. Vou dormir as oito ou nove da manhã e acordo ao meio dia / 13 horas. Resumindo, tá td a mesma merda!
Por isso vou repostar o mesmo texto do ano passado:

sábado, 24 de dezembro de 2011

Depressão Natalina - Assumindo a Bipolaridade

Depressão Natalina - Assumindo a Bipolaridade


No meu ano de assumir a doença, senti na pele o temido pavor das comemorações natalinas. 

Não sei exatamente se é o fato de cair na realidade de um mundo capitalista, onde o Papai Noel só presenteia os mais abastados, onde os falsos sentimentos são trocados através de amigos secretos de dez reais, e a miséria continua a bater na nossa cara. 


Mais precisamente nos vidros dos nossos carros, nos simbólicos sinais de trânsito. Sinalizando tempos de violência e miséria, o fatídico farol vermelho nos obriga a parar pra ver a massa de pedintes que triplicam nas ruas nesta época.

Ou não sei se a tristeza vem pelo pavor do balanço anual da vida (nós bipolares não nos damos bem com balanços....literalmente). Ou pior, se o sentimento vem da pressão da necessidade de planejar o ano vindouro. Engraçado, perceber que pressão anda junto com depressão, e enxergar o mundo de pressão em que vivemos. Vivemos uma das piores ditaduras da história da humanidade, a ditadura da felicidade. Existe uma incrível pressão de cobrança para que sejamos felizes.

Surge um conceito de felicidade irreal. Onde temos que ser os melhores. Numa competição desenfreada, temos que ser melhores em tudo. Ter os melhores carros, as melhores roupas, os melhores esposos (as), os melhores filhos, as melhores famílias. E temos que exibir isso, numa teia de vaidades que nos prendem como moscas.

Épocas natalinas viram o auge desta cadeia. Vem a temida exposição. Somos quase obrigados a confraternizar, dar presentes, receber visitas....é preciso estarmos bonitos e bem apresentáveis. Nossas casas tem que estar arrumadas, temos que receber a todos com um sorriso colgate na boca.

Será que no oriente existem bipolares? Lá eu ouvi dizer que a melancolia é considerada uma necessidade vital do ser humano. Eles consideram o isolamento como um momento sagrado. Onde a tristeza é vista como parte natural da vida, e ainda mais importante, como parte de um processo de amadurecimento. 


Tudo que cresce dói. Músculos, dentes, pensamentos...como negar esta natureza? Como amadurecer sem dor? Grande dilema para nós bipolares.

Deixemos de lado então os normais, que só assumem o sofrimento esta época nos 40 minutos do especial de Roberto Carlos na Globo. Ou será que não?...será que Roberto Carlos é o grande vilão da história? Sempre choro quando ouço nas "...Curvas de Santos". Que dilema. Vou deixar esse drama com você leitor. Pra mim só quem faz sentido é soldado! 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Depressão e preconceito.

O outro lado da moeda depressiva é a vergonha de expor a doença. Respondendo ao meu único leitor, Mente Hiperativa, tenho todo esse pânico em volta da doença, porém fora de casa existe uma vida social "normal". Ninguém sabe da gravidade do meu problema. Minha mãe, minha namorada, meu irmão...sabem que estou doente; porém não tem como descrever para eles o quanto estou debilitado. O restante da família e amigos não imaginam que estou doente. Talvez isso piore ainda mais o meu estado.

Recusar os convites para sair, inventando mil desculpas diferentes. Não ter exatamente o que dizer quando as pessoas perguntam o que estou fazendo agora profissionalmente. Ter que sorrir e cumprimentar as pessoas que conheciam o outro eu, antes da doença; consequentemente esperam que eu tenha aquele mesmo entusiasmo e alegria que eu sempre tive. Amigos de infância, que agora eu me afastei, e tenho vergonha de falar da minha doença.

Acho que ninguém realmente entende quem sofre desse tipo de problema. Impossível uma interpretação compreensiva. Ou acham que é preguiça e falta de disposição - esses falam, rapaz entra em uma academia, vai fazer exercícios físicos; ou ainda, tire umas férias que resolve...etc. Tem ainda os que acham logo que a pessoa está louca, por tomar anti-depressivos. Tem os que se afastam de você pela sua aparente "negatividade" e "revolta", ou seja, você não faz mais parte do time dos "normais". 

Enfim, se eu tivesse certeza que nunca iria ficar curado eu agiria diferente. Talvez assumisse publicamente, parasse de sonhar com novas empresas e novos empreendimentos. Mas tenho esperança de retomar ao menos parte do entusiasmo que tinha. E aí buscar novamente outras oportunidades. Caso as pessoas saibam da doença, acho que muitas portas podem se fechar futuramente por conta disto. A pessoa de certa forma perde a credibilidade. Por isso eu vou levando esta vida dupla. Sofrendo por dentro, isolado; e ao mesmo tempo, os poucos momentos que saio e encontro pessoas conhecidas me esforço para parecer a pessoa mais normal do mundo.

Já pesquisei um outro psiquiatra, vou arrumar algum dinheiro para visitá-lo. Depois posto o resultado de mais uma etapa desta luta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Depressão sem diagnóstico

Dor no peito, frio na barriga, dormência nos braços e pernas....ansiedade absurda, hiper-atividade de pensamentos e prostração absoluta. Tudo isto com maior intensidade durante o dia. Depois desse novo esquema estou me sentindo exatamente assim. À noite....zero de sono. Durmo as 5 ou 6 da manhã e acordo 3, 4, 5 ou 6 horas da tarde. Se tenho compromisso pela manhã viro um zumbi o restante do dia. 

Não tenho ataques de euforia, não tenho baixas depressivas a ponto de ficar completamente moribundo. Não tenho idéias negativas intensas ao ponto de achar que a vida não vale a pena. Pelo contrário. Os pensamentos vão a mil por hora, tenho mil idéias...porém a inércia me impede de agir. É uma preguiça aumentada....uma dormência permanente.

Até os trinta anos era viciado em trabalho, tive muito dinheiro. Recebi mil prêmios, fui muito bem sucedido no que fazia, sou casado com uma mulher belíssima. Depois da queda, começou meu drama.
Estou afundado em dívidas e sem ocupação. Cada dia que passa perco as esperanças.
Meu deus...bipolaridade, ciclotimia, depressão, ansiedade, síndrome do pânico...que diabos eu tenho?


Ninguém me deu nenhum diagnóstico, só sei que me sinto um velho de 90 anos...minha vida acabou.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Receita médica para remédios controlados.

Depois do depoimento super sincero do meu psiquiatra, de que não poderia passar só a receita e que eu teria que pagar os 150 reais da consulta; fui atrás de farmácias que vendessem sem receita. 

Não consegui o Rivotril mas o similar dele, Clonazepam 2mg. Não consegui o estabilizador Carbamazepina mas consegui o similar Tegretol. O anti-depressivo Alenthus (venlaxafaxina) não consegui de forma alguma. Liguei pro médico implorando uma receita ele me deu caixas do similar Venlaxin, porém o dobro da dose que eu estava tomando, de 75mg para 150mg; mas pelo menos foi amostra grátis.

Resumindo meu novo esquema, que já perdi as contas de quantos já vão:

Manhã: 1 com. de Venlaxin 150mg (anti-depressivo)
Noite:  1 comp. de Tegretol 200mg (estabilizador do humor)
              2 comp. de Clonazepam 2mg (ansiolítico)

Resultado: Sono absurdo durante o dia. Zero de sono a noite.
                      Inércia, Letargia e Desânimo.

Vou ter que mais uma vez mudar de médico. Já vai ser o quinto em menos de um ano.
Não vou ficar servindo de cobaia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Preço de uma consulta Psiquiátrica...

Na minha última visita ao médico, ele modificou o esquema que postei anteriormente e falou que eu tinha que tomar "esses tipos" de remédios por 2 meses seguidos para saber se funciona comigo ou não; porém mandou que eu voltasse depois de 30 dias. 

Perguntei a ele: - Mas dr. e se daqui a um mês esse esquema funcionar, o sr. não poderia deixar logo receitas para 60 dias? - Não; ele falou. - Tenho que acompanhá-lo mensalmente. 

Insisti: - Mas dr. se eu estiver bem com os remédios eu lhe telefono e o sr. deixa receitas para mais 30 dias de remédios com sua secretária e eu pego; estou desempregado, cheio de dívidas e não posso pagar consulta mais remédios todo mês. 

A resposta dele: - Entenda, eu sobrevivo dessas consultas mensais e já fiz a consulta por 150 reais pra você dando um bom desconto!


Pergunto eu: Como posso me tratar continuamente se estou desempregado? Enfrentando filas de SUS? 

Durma com um problema desses....

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sexo e Anti-depressivos

Anti-depressivos baixam a libido e dificultam o orgasmo, não necessariamente nesta ordem. No meu caso, o último esquema medicamentoso simplesmente me deixou sem orgasmos. Mesmo com tantos remédios, ainda consigo ter tesão e ereções. Quando as dosagens eram baixas, principalmente na época do Frontal (alprazolam) era tudo uma maravilha. Os níveis de adrenalina baixaram e eu até conseguia ereções mais firmes e prolongadas, e conseguia também controlar melhor o orgasmo. 

Porém quando fiquei pior dos sintomas, as medicações foram modificando. E a letargia que esses remédios causam são refletidos no sexo também. O remédio que me deu problemas de ejaculação foi o Zoxipam (citalopram). Não tinha jeito. Passava a noite inteira com ereção, mas não conseguia ejacular. Nem com minha namorada, nem sozinho.

A verdade é que nunca me dei bem com medicamentos que atuam na serotonina. Não sou aquele depressivo que fica com baixa de energia e pensamentos negativos. Meu problema é hiperatividade de pensamentos e euforia. Isso me deixa sem atitude, com dificuldade de tomar decisões, e aí sim fico pra baixo.

Relatado o problema, pedi ao médico que mudasse o esquema pra uma atuação nas Dopaminas (noradrenalina e endorfina) - http://pt.wikipedia.org/wiki/Dopamina - porém ele insistiu que eu passasse mais tempo me tratando com foco nas serotoninas, falou que esse tipo de tratamento só tem bons resultados a partir de no minimo dois meses contínuos. 



Porém mudou o anti-depressivo para o Alenthus (venlafaxina), o que não melhorou muito, mas com muito esforço pelo menos consigo ejacular.
Não vejo outro caminho senão insistir nas medicações, como todos falam. Mas é um martírio sentir tantas alterações no corpo e na mente. Essa doença é uma praga, uma maldição. 
Me vejo outra pessoa, e não gosto nada dela!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Melancholia e Depressão

O filme Melancholia, do diretor Lars  Von Trier, é uma metáfora à depressão. Antes de surgir esse termo, o depressivo era chamado de melancólico. No filme, Melancholia é um planeta que todos pensam que irá passar próximo a Terra. E até então, seria um espetáculo fantástico ver essa passagem.

É em torno da festa de casamento da personagem principal Justine (Kirsten Dunst, oscar de melhor atriz em Cannes), que se dá a primeira parte do filme. Nas primeiras cenas o observador mais crítico vai perceber que ela é depressiva.

Justine sofre com todos os sintomas da doença. Todos a tratam com desconfiança, medo, repulsa ou super proteção. A única a acolher seu comportamento e lhe dar apoio é sua irmã, que foi quem promoveu a festa como um presente. Irresponsabilidade com horários e compromissos, mudanças de humor, sexo compulsivo, inércia e outros sintomas que atrapalham a vida do depressivo; em uma atuação realmente surpreendente da atriz. Seu olhar sempre distante, a cena da banheira onde a irmã tenta fazê-la tomar banho, o fato de enxergar as coisas da cor cinza; dói na alma de quem sabe o que é sofrer assim.

A segunda parte do filme mostra a rotina da casa, e a convivência de Justine, a irmã com o marido e um filho pequeno. Novamente os sintomas depressivos são focados, só que agora  a atenção se divide com a aproximação do planeta Melancholia. Num misto de medo e surpresa, as pessoas vão aguardando a passagem; porém quando o planeta vai se aproximando da terra fenômenos sobrenaturais vão acontecendo. As pessoaas vão sentindo mudanças de comportamento. Falta de ar, fadiga, desespero; ou seja, os mesmo sintomas de uma depressão. 

De repente se descobre que o Melancholia muda sua rota e irá se chocar com a Terra. Em cenas belíssimas o diretor consegue passar o que seria um apocalipse, explorando as mudanças do clima do planeta e do estado de espírito das pessoas. 

Uma curiosidade a parte é saber que o diretor se inspirou na própria doença para escrever o filme. É como em sua visão, a depressão seja um mal que tenha a capacidade de destruir mundos.

Vale muito a pena assistir, porém aos desavisados, não deixa de ser uma obra de Lars Von Trier, ou seja, deve-se ir preparado não para ver um filme, mas uma obra de arte.