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Um pouco sobre bipolaridade, transtornos de humor, depressão, ansiedade...
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#depressão #ansiedade #tdah #bipoloaridade #pânico #distimia #melancholia
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Depressão: Doença de Preguiçoso

Para os "normais" qualquer doença de cabeça é depressão. Loucura, ansiedade, desânimo....que importa o que você sente? Se você não atende aos comportamentos esperados e formatados, embalados com sabor arco-íris, lá vem o mesmo blá blá blá...."vamos lá rapaz, se anima!", "não se preocupe, vai passar", "você é forte, supera isso", ou ainda, "com o tempo você melhora". Saibam que cobrar ânimo de uma pessoa deprimida, é como pedir para um paraplégico levantar de sua cadeira de rodas.

Infelizmente, só sabe o que é depressão quem passa por isto; quem sente a doença na própria pele. Lembrando aos "normais" que depressão por si só geralmente é um sintoma de algum distúrbio mental. O problema é que hoje são tantas as nomenclaturas e variações já diagnosticadas, que fica difícil, até pra quem tem qualquer transtorno, identificar e reconhecer qual a origem e a causa do problema.

Devemos entender que quem passa por uma crise de origem psicológica está doente, seja qual for a intensidade do problema. Se foge ao seu controle, se é algo que atrapalha sua vida, deve ser reconhecido e tratado como uma enfermidade como qualquer outra. Se você tem uma febre, de origem viral e ou infecciosa, você tem que tomar remédios e ficar de repouso. Porque doenças psicológicas são vistas de forma diferente pela sociedade? 

Na era onde clássicos de auto-ajuda são campeões de vendas nas livrarias de todo o mundo, parece fácil controlar nossa mente e nos libertarmos de qualquer mau que nos aflija. Não podemos chegar ao nosso trabalho com um atestado médico recomendando repouso absoluto por conta de uma depressão. É uma doença de pessoas fracas, dizem por aí. Coisa de quem não tem força de vontade para enfrentar os problemas, coisa de preguiçoso....doença de rico; pois quem sofreu na vida não pode se dar ao luxo de se deprimir. 

"Vamos lá rapaz, dá a volta por cima...o mundo é dos espertos!". Que mundo é este então que estamos criando? Fico a me perguntar....

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ciclotimia x Bipolaridade....Sintomas parecidos x Doenças diferentes (Max Gheringer)

Ciclotimia x Bipolaridade

Texto descrito de uma reportagem da Rádio CBN, por Max Gheringer:

"Escreve um ouvinte preocupado e incomodado. Ele diz: "Temos um colega de trabalho que uma hora está de ótimo humor. E outra hora parece que não quer ver ninguém por perto. Essas mudanças súbitas de comportamento preocupam, incomodam e afetam o ambiente de trabalho. E não sabemos o que fazer a respeito."

Eu achei prudente perguntar a um médico o que isso poderia ser. E ele me explicou a diferença entre transtorno bipolar, que é um caso muito sério, e ciclotimia, que parece ser o caso do colega em questão.


No transtorno bipolar, a pessoa parece que se transforma em outra pessoa, completamente diferente. Já a ciclotimia é uma forma mais leve desse transtorno. Os extremos de humor não são tão drásticos, o que leva o ciclotímico a concluir que ele está apenas passando por uma fase momentânea de cansaço ou indisposição.

Para quem convive com um ciclotímico, fica a impressão de que ele é alguém alegre, cooperativo e de alto astral. É por isso que os colegas se incomodam tanto quando o outro lado do ciclotímico se manifesta. É quando ele fica em silêncio, torna-se pessimista, tem dificuldade para se concentrar no trabalho e reclama que está cansado.

Para os colegas, a solução é simples: basta que a pessoa se esforce para ser gentil, alegre e atenciosa o tempo todo. Pronto! Resolvido! 

Se fosse assim tão simples, a ciclotimia não existiria, porque poderia ser eliminada apenas com um pensamento positivo na hora de escovar os dentes. Mas não é assim tão fácil. O ciclotímico precisa ser convencido a consultar um especialista, por três motivos:

Primeiro, a ciclotimia é mais comum do que parece. Ela afeta 1 em cada 200 adultos, embora a maioria não apresente sintomas com uma intensidade que seja capaz de convencê-los a procurar tratamento.

Segundo, se não for tratada, a ciclotimia pode vir a se transformar em transtorno bipolar, e aí sim, o emprego e os relacionamentos estariam em sério risco.

E terceiro e menos importante, os colegas de trabalho se sentem incomodados."

Max Gehringer, para CBN.



domingo, 9 de janeiro de 2011

Tratamento Depressivo: Anestesia ou Cura? Dádiva ou Maldição?


Um dia tomei um remédio chamado Neozine. Fiquei bêbado por 2 dias. Com a visão turva, boca e olhos secos. Língua enrolada, mente pior ainda. É assim que tenho que tratar da minha depressão? Anestesiando a dor? Me mantendo acordado....longe do que minha terapeuta chama de "pensamentos mágicos"?


Não acredito em terapia. Não acredito em psiquiatria. Na verdade acho que essas duas ciências ainda tem muito o que evoluir. Quem sabe meu neto não fará um exame de sangue e sairá o resultado na hora: Bipolaridade tipo 4. Ou minha neta fará uma tomografia e 5 segundos depois.....bip....bip....Défict de Atenção; e o melhor, irá ter medicação pra isto. Tome um comprimido dose única e vire um "normal", tome uma vacina preventiva, e nunca mais fique deprimido. 


Fico pensando e repensando as causas da melancolia que sinto. Dessa tristeza que as vezes invade minha alma, desta falta de esperança na humanidade. Penso na sensibilidade que tenho, ao ver um filme, ler um poema; sensibilidade que não vejo os "normais" terem. Então o que seria isto afinal.....dádiva ou maldição? Que decisão tomar? Tratamento ou entrega? 

Talvez se eu vivesse no mundo de 100 anos atrás eu preferisse viver depressivo. Me entregaria ao bico de pena, e sangraria minha dor diante das páginas e noites em branco. E hoje? Se eu talvez escolhesse uma forma alternativa de viver, a tão sonhada utopia da cabana de pescador na beira da praia.... se eu fosse pra europa estudar arte e estampasse minha angústia em telas manchadas à óleo e dor. E se conseguisse vender cada tela por 150mil dólares? E se fosse um astro do rock? Me entregaria ao vício das drogas e da euforia? E se as respostas forem negativas....como finalmente posso me tornar um "normal"?
Depressão seria realmente uma doença como diabete, ou hipertensão....que não tem cura, e que temos que controlar pro resto da vida? Controlar através da anestesia de tudo isto que sinto?

Não sou um, sou vários. Não consigo me definir. Não tenho visão de tempo. Ontem, hoje e amanhã se misturam em minha mente. Acordo uma pessoa, e vou dormir outra. Posso chorar ao pensar em Deus....ao perceber que o mais importante não é perguntar onde ele está....mas sim onde ele não está? Vejo a perfeição de toda a natureza, porém vejo o homem como um vírus. Que para crescer tem que destruir tudo que o rodeia. 


Como ver um mendigo na rua e não querer abraçá-lo? Qual a diferença entre ele e meu irmão mais velho; que mora em uma casa luxuosa com filhos e piscina? Como deixar de seguir o coelho branco de Alice....de cair na tentação de não pular no buraco dos sonhos? Tomando Neozine?
Me deixem dormir....só mais 5 minutos.....

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Crônica do amor - Arnaldo Jabor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.




Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?


Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.


É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.


Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.



Quem acha vive se perdendo - Noel Rosa

E você? 
Ainda quer continuar achando as coisas?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ressonância magnética pode ajudar a identificar bipolaridade


Exame também pode ajudar no diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade 


Pesquisadores apontam que o uso de exames cerebrais por imagem, para observar como o funcionamento da memória é influenciado pelas emoções, pode ajudar a identificar crianças que sofrem de transtorno bipolar ou do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).


Diferenciar os dois transtornos baseando-se apenas em medidas comportamentais é tarefa difícil para os médicos. Porém, os pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago, afirmam que as novas descobertas podem ajudar nos esforços para desenvolver exames de diagnósticos baseados tanto em marcadores neurológicos como em comportamentais.


No estudo foram utilizados exames de ressonância magnética funcional para observar as atividades cerebrais de crianças e jovens enquanto os mesmos realizavam tarefas de memória, ao mesmo tempo em que visualizavam rostos com diferentes emoções. Os participantes tinham entre 10 e 18 anos, sendo que 23 deles sofriam de transtorno bipolar, 14 de TDAH e 19 não apresentavam nenhum dos dois problemas. Os autores do estudo ressaltaram que aqueles que sofriam de um dos dois transtornos não estavam tomando medicação.


Segundo o relatório publicado na edição de outubro do Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, em comparação aos participantes do grupo de controle, aqueles que sofriam de um dos dois transtornos apresentaram disfunções no córtex pré-frontal - área que controla o comportamento (como a impulsividade), as funções executivas, a memória de trabalho, a atenção e a linguagem.


O estudo constatou que os participantes com TDAH foram os que apresentaram as disfunções mais severas no córtex pré-frontal, mas os que sofriam de transtorno bipolar apresentaram maiores deficiências em áreas cerebrais envolvidas no processamento e regulagem das emoções.


"Esperamos que, ao conseguir diferenciar melhor esses dois graves distúrbios comportamentais, possamos desenvolver diagnósticos mais precisos e tratamentos mais direcionados para o transtorno bipolar e o TDAH", disse em um release Alessandra Passarotti, professora assistente de psiquiatria na Universidade e principal autora do estudo. (FONTE: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=35385)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz a ciência (Revista Galileu)

Pessoas com o gene da "vespertalidade" têm predisposição para acordar tarde.


Alvo de críticas de familiares e amigos, quem gosta de ficar na cama até a hora do almoço pode ter um motivo científico para a "vagabundagem": o distúrbio do sono atrasado. O assunto foi um dos temas abordados no 6º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu recentemente em Gramado.
O organismo humano tem um ciclo diário, de modo que os níveis hormonais e a temperatura do corpo se alteram ao longo do dia e da noite. Depois do almoço, por exemplo, o corpo trabalha para fazer a digestão e, conseqüentemente, a temperatura sobe, o que pode causar sonolência. 
Quando dormimos, a temperatura do corpo diminui e começamos a produzir hormônios de crescimento. Se dormirmos durante a noite, no escuro, produzimos também um hormônio específico chamado melatonina, responsável por comandar o ciclo do sono e fazer com que sua qualidade seja melhor, que seja mais profundo.
Pessoas vespertinas, que têm o hábito de ir para a cama durante a madrugada e dormir até o meio dia, por exemplo, só irão começar a produzir seus hormônios por volta das 5 da manhã. Isso fará com que tenham dificuldade de ir para a cama mais cedo no outro dia e, consequentemente, de acordar mais cedo. É um hábito que só tende a piorar, porque a pessoa vai procurar fazer suas atividades durante o final da tarde e a noite, quando tem mais energia.
O pesquisador Luciano Ribeiro Jr. da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em sono, explica que esse distúrbio pode ser genético: "Pessoas com o gene da ‘vespertilidade’ têm predisposição para serem vespertinas. É claro que fator social e educação também podem favorecer”. Mas não se sabe ainda até que ponto o comportamento social pode influenciar o problema.
A questão, na verdade, é que o vespertino não se encaixa na rotina que consideramos normal e acaba prejudicado em muitos aspectos. O problema surge na infância. A criança prefere estudar durante a tarde e não consegue praticar muitas atividades de manhã. Na adolescência, a doença é acentuada, uma vez que os jovens tendem a sair à noite e dormir até tarde com mais frequência.
A característica vira um problema quando persiste na fase adulta. “O vespertino é aquele que já saiu da adolescência. Pessoas acima de 20 anos de idade que não conseguem se acostumar ao ritmo de vida que a maioria está acostumada”, diz Luciano. Segundo ele, cerca de 5% da população sofre do transtorno da fase atrasada do sono em diferentes graus e apenas uma pequena parcela acaba se adaptando à rotina contemporânea.
O pesquisador conta também que, além do preconceito sofrido pelos pais, professores e, mais tarde, pelos colegas de trabalho, o vespertino sofre de problemas psiquiátricos com maior frequência: depressão, bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção são os mais comuns. Além disso, a privação do sono profundo, quando sonhamos, faz com que a pessoa tenha maior susceptibilidade a vários problemas de saúde: no sistema nervoso, endócrino, renal, cardiovascular, imunológico, digestivo, além do comportamento sexual.
O tratamento não envolve apenas remédios indutores do sono, como se fosse uma insônia comum. É necessária uma terapia comportamental complexa, numa tentativa de mudar o hábito, procurando antecipar o horário do sono. Envolve estímulo de luz, atividades físicas durante a manhã e principalmente um trabalho de reeducação.
E as pessoas que têm o hábito de acordar às 4 ou 5 horas da manhã? “O lado oposto do vespertino é o que a gente chama de avanço de fase. Só que esse não tem o problema maior no sentido social. Ele está mais adaptado aos ritmos sociais e profissionais. Os meus pacientes deste tipo têm orgulho, já ouvi mais de uma vez eles dizendo ‘Deus ajuda quem cedo madruga’”, diz o neurologista.

Leia a matéria - Revista Galileu

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Andando descalço sobre as estrelas....

Oh Madrugada profunda e sedutora....deixo-me cair embriagado em teus braços....até quando irás me prender na teia dos teus vícios????????

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Esquema de Remédios: da Apatia à Bipolaridade

Vou relatar aqui os remédios que me foram passados nesses 3 meses de tratamento:


Após uma forte crise de insônia, por problemas profissionais, veio um crise depressiva. Coisa que nunca tinha tido. Depois de algumas visitas a psicóloga e a psiquiatra segue o resultado:

1. Esquema:
Manhã: Fluoxetina 10mg + Frontal 0,5mg
Noite:   Rivotril 0,5mg + Frontal 1,0mg
Resultado: Fiquei muito agitado de dia. A noite o remédio fazia efeito muito tarde e causava o efeito rebote. Eu dormia muito de dia.

2. Esquema:
Manhã: Fluoxetina 20mg + Frontal 0,5mg
Noite: Stillnox 10mg + Frontal 10mg
Resultado:  Fiquei mais ansioso ainda. A noite o sono não chegava.

3. Esquema (segunda médica):
Manhã: Lexapro 10mg
Noite: Carbolitium 450mg + Lorax 2mg + Imovatec7,5mg
Resultado: Fiquei mais ansioso ainda de dia. Mais ansioso ainda a noite. Sono zero!

4. Esquema:
Manhã: Apraz 1mg
Noite:  Depakote 500 + Apraz 1mg + Imovane 7,5 + Celebrim 20
Resultado: Muito sono de manhã. Ansiedade a noite.

5. Esquema:
Manhã: 1/2 Depakote 500 + Roxetin 20
Noite: 1/2 Depakote 500 + Rivotril 2mg + Stillnox
Resultado: Finalmente um certo equilíbrio. Porém mais apático. Tanto pela manhã como a tarde.
                 Certa dificuldade para dormir também.

Resumo  geral:
Os estabilizadores de humor não poderiam ter sido passados a noite. Era o que estava prejudicando meu sono. Anti-depressivos também não funcionaram, pois me causaram muita ansiedade. A solução está caminhando para usar estabilizadores pela manhã, o que me motiva mais, e remédios que induzam o sono bem cedo da noite em uma dosagem mais forte. Esse último esquema foi passado esta semana. é aguardar e conferir...

Canções do Mundo Acabado Cecília Meireles

Canções do mundo acabado
Cecília Meirelles


Meus olhos andam sem sono,
somente por te avistarem
de uma tão grande distância.

De altos mastros ainda rondo
tua lembrança nos ares. O resto é sem importância.

Certamente, não há nada de ti
sobre este horizonte,
desde que ficaste ausente

Mas é isso o que me mata:
sentir que estás não sei onde,
mas sempre na minha frente.

Não acrediteis em tudo
que disser a minha boca
sempre que te fale ou cante.

Quando não parece, é muito,
quanto é muito, é muito pouco,
e depois nunca é bastante...

Foste o mundo sem ternura
em cujas praias morreram
meus desejos de ser tua.

A água salgada me escuta
e mistura nas areias
meu pranto e o pranto da lua.

Penso no que me dizias,
e como falavas, e como te rias...
Tua voz mora no mar.

A mim não fizeste rir
e nunca viste chorar.

(Porque o tempo sempre foi longo
para me esqueceres
e curto para te amar).