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Um pouco sobre bipolaridade, transtornos de humor, depressão, ansiedade...
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#depressão #ansiedade #tdah #bipoloaridade #pânico #distimia #melancholia
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Melancholia e Depressão

O filme Melancholia, do diretor Lars  Von Trier, é uma metáfora à depressão. Antes de surgir esse termo, o depressivo era chamado de melancólico. No filme, Melancholia é um planeta que todos pensam que irá passar próximo a Terra. E até então, seria um espetáculo fantástico ver essa passagem.

É em torno da festa de casamento da personagem principal Justine (Kirsten Dunst, oscar de melhor atriz em Cannes), que se dá a primeira parte do filme. Nas primeiras cenas o observador mais crítico vai perceber que ela é depressiva.

Justine sofre com todos os sintomas da doença. Todos a tratam com desconfiança, medo, repulsa ou super proteção. A única a acolher seu comportamento e lhe dar apoio é sua irmã, que foi quem promoveu a festa como um presente. Irresponsabilidade com horários e compromissos, mudanças de humor, sexo compulsivo, inércia e outros sintomas que atrapalham a vida do depressivo; em uma atuação realmente surpreendente da atriz. Seu olhar sempre distante, a cena da banheira onde a irmã tenta fazê-la tomar banho, o fato de enxergar as coisas da cor cinza; dói na alma de quem sabe o que é sofrer assim.

A segunda parte do filme mostra a rotina da casa, e a convivência de Justine, a irmã com o marido e um filho pequeno. Novamente os sintomas depressivos são focados, só que agora  a atenção se divide com a aproximação do planeta Melancholia. Num misto de medo e surpresa, as pessoas vão aguardando a passagem; porém quando o planeta vai se aproximando da terra fenômenos sobrenaturais vão acontecendo. As pessoaas vão sentindo mudanças de comportamento. Falta de ar, fadiga, desespero; ou seja, os mesmo sintomas de uma depressão. 

De repente se descobre que o Melancholia muda sua rota e irá se chocar com a Terra. Em cenas belíssimas o diretor consegue passar o que seria um apocalipse, explorando as mudanças do clima do planeta e do estado de espírito das pessoas. 

Uma curiosidade a parte é saber que o diretor se inspirou na própria doença para escrever o filme. É como em sua visão, a depressão seja um mal que tenha a capacidade de destruir mundos.

Vale muito a pena assistir, porém aos desavisados, não deixa de ser uma obra de Lars Von Trier, ou seja, deve-se ir preparado não para ver um filme, mas uma obra de arte.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Novo Esquema...Mesmos Resultados.

Consultório de psiquiatra é uma verdadeira loteria. Você senta na frente dele, fala meia hora e sai com uma receita. Paga cerca de 100 a 300 reais por isso, e certamente terá que voltar, pois segundo ele, "esses" medicamentos só começam a fazer efeito com 15 a 30 dias.
Se você melhorou logo de primeira agradeça aos céus. Eu vou no quarto ou quinto esquema.
Falei que meu problema poderia estar nas cetacolaminas (noradrenalina e dopamina), pois esse tempo que tratei da serotonina (fluoxetina) nada funcionou.
Pedi a ele pra passar o Bup (bupropiona) para um teste. Ele disse que não, que poderia ser o remédio prescrito pelo outro médico que poderia estar errado.

Esquema novo:

Ao acordar:
1 Depakote 500er (estabilizador de humor)
1 Zoxipan (anti-depressivo/fluoxetina)

Ao dormir:
1 Depakote 500er
2 Rivotril (2 de 2mg)

Resultado:

Durmo um pouco melhor durante a noite, por isso acordo mais cedo (umas 11hs), porém passo o dia como um zumbi. Pensando na minha cama. Volto pra ela e durmo até a noite.

Fico me sentindo um palhaço quando saio de um consultório desse.
Até quando????????????
Não aguento mais!!!!!!
Me quero de volta e não sei o que fazer.