Não meus caros 3 leitores, eu n deixei de postar esses meses por ter melhorado...mto pelo contrário. Piorei muito sem remédios e sem acompanhamento. Pintou uma grana esses dias e consegui voltar para a terapia. Mais uma vez encontrei um anjo de luz que me cobrou um valor simbólico. Estou a dois meses na terapia. A psicóloga indicou um psiquiatra que também fez um preço mais baixo e agora o esquema é o seguinte:
. Dalmdorm 30mg + Neozine Gotas (6 gotas) Ao deitar;
. Cloridrato de Nortriptlina 50mg a tarde.
Resultado: nos 3 primeiros dias consegui dormir como um zumbi. Com o passar do tempo ficaram apenas os efeitos colaterais. Isso me desestimula a fazer o uso continuo, e aos finais de semana paro os remédios para poder ficar normal com minhas 3 doses de uísque.
A terapia tá um saco, pq no inicio é o msm blá blá blá até a psicóloga lembrar quem eu sou na próxima consulta.
Estou postando no celular, são 4 da manha.
Depois entro de novo e tento escrever algo mais atrativo.
Por hora é o que temos.
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Um pouco sobre bipolaridade, transtornos de humor, depressão, ansiedade...
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
Consulta Psiquiátrica Pública (SUS) - Cap. 2
"Não falei absolutamente mais nada ao médico...de repente o analisado era ele mesmo.
Em dez minutos de consulta, ou melhor, monólogo a dois, falou que eu era bipolar, e que eu iria tomar remédios remédios pro resto da minha vida."
O tratamento seria semanal. Porém nas próximas consultas a relidade dos fatos foram se revelando. Na segunda entrevista, nada de remédios nem receitas. "Você está atrasado e a responsável do setor não se encontra mais no hospital", disseram os residentes às 16:45hs. Minha consulta estava marcada entre 16:15 e 16:30. A solução encontrada foi que eu visitasse um colega deles, psiquiatra que estaria de plantão no maior manicômio da cidade, e lá ele poderia me atender às 6:00 da manhã do outro dia; me receitando e medicando no que eu precisasse. Para mim que estou dormindo entre 4 e 5 da manhã foi uma tarefa delicada, já que eu teria que segurar as pontas e virar a noite para amanhecer lá.
Chegando na recepção do hospital, ninguém de lá sequer ouviu falar no tal médico. - Não trabalha aqui senhor. Foi o que a sra. da administração me respondeu. Infelizmente tive que incomodar o médico que fez a indicação telefonando pra ele às 6:15hs. Ele me respondeu que o tal médico estaria na urgência do hospital, que é uma ala independente e com acesso por uma outra avenida. Chegando lá me deparei com o terror de uma urgência psiquiátrica pública. Loucos, bêbados, drogados e policiais; todos esperando os médicos começarem a atender. Estranhei o fato já que se tratava de uma Urgência. "É que os doutores tiram um cochilinho no final da noite, revelou o guarda da entrada...". Dado o nome do médico procurado, a resposta foi a mesma, este médico não está de plantão hoje senhor. Novamente liguei para o médico colega do tal plantonista e ele me respondeu que falou que em minutos ele estaria no plantão, e que já estava no caminho do hospital.
Esperei até às nove horas, como espectador daquele circo de horrores. Não pelo show dos doentes mas pelo desprezo absoluto dos enfermeiros e funcionários que apareciam esporadicamente. Cansado de esperar, mostrei a carta de encaminhamento a um médico que passou pelos corredores e este me falou que o doutor fulano já tinha acordado e iria começar a atender. Achei que ele ainda estaria vindo, pensei...mas não fiquei surpreso. Fui chamado em uma das salas e finalmente fui atendido pelo médico.
Perguntou qual era o problema. Falei que era insônia por problemas financeiros. Ele perguntou se eu tinha algum histórico na família de doenças psiquiátricas, falei do meu pai que é bipolar. Pronto! Bastou para o dr. sabe tudo discorrer uma tese pessoal que falava de seu começo de carreira até o diagnóstico de bipolaridade.
Não falei absolutamente mais nada...de repente o analisado era ele mesmo.
Em dez minutos de monólogo a dois, falou que eu era bipolar, e que eu iria tomar remédios remédios pro resto da minha vida.
Falou que o ambulatório do hospital não estava mais funcionando e que não tinha remédios para me dar, apenas receituário. Segue mais um esquema para degustação:
. Depakeine 500
. Clonazepan 4mg (2x2mg)
Todos a noite antes de dormir.
Detalhe, ele retirou a Risperidona que eu estava nos 30 primeiros dias de tratamento.
Quanto ao Dalmadorm, não vou me prolongar na descrição dos efeitos. Apenas cito parte da bula deste delicioso "indutor do sono":
"Bula de Flurazepam (Dalmadorm)
Dalmadorm é um indutor do sono. Este medicamento de toma oral age como depressor do sistema nervoso central....
Efeitos colaterais
Alterações no sangue; boca seca; coceira; cólica; confusão mental;
obstipação; diarréia; euforia; fala enrolada; dor articular; fraqueza;
falta de coordenação muscular; gosto amargo; letargia; problema de
acomodação visual; salivação abundante; sonolência; suores, vermelhidão
na pele; vertigem; vômito."
Não foi nenhuma surpresa para mim...continuar no mesmo drama. Não consigo dormir mesmo com este delicioso coquetel de pílulas mágicas e ainda enfrento todos estes efeitos colaterais, sim amigos, eles são bem reais!
Marcadores:
flurazepan dalmadorm sus psiquiatria depakeine 500 clonazepan atendimento público psiquiátrico
Local:
Inferno de Dante
domingo, 25 de março de 2012
Psiquiatria Pública (SUS) - Risperidona e Letargia
Finalmente procurei o serviço público.
Não me restou outra saída. Sem receitas médicas e sem acompanhamento não temos como prosseguir. Fui a um hospital que tem um grupo focado em TOC e esquizofrenia.
A tal renomada médica que a consulta custa R$ 450,00 em seu consultório particular é uma das coordenadoras do trabalho neste hospital público.
Prontuário conseguido, consulta marcada. Quem me atendeu foram dois residentes, que apesar de muito competentes e de compreensão incrível, tiveram que levar meu prontuário para a tal renomada médica, que pelo que senti foi ela quem receitou o esquema sem nem olhar na minha cara.
Como ela é considerada uma das melhores do estado, tive que colaborar fazendo minha parte, confiando no tratamento. Resultado do novo esquema após uma hora de entrevista:
Mantiveram o DEPAKOTE 500ER / 1 pela manhã e 1 a noite;
Incluíram RISPERIDONA (RISS) / 1 A NOITE.
Efeitos da Risperidona (pela ordem de aparição/incômodo):
. Dormência absurda na língua, que se estende pela gengiva, boca, maxilar. braços e pernas;
. Desconforto abdominal, gases e gastrite;
. Hipersensibilidade sensorial; como você se sente um zumbi, paradoxalmente se torna mais sensível aos estímulos externos. Uma simples coceira no braço vira um espasmo... como um susto mesmo. Sem falar nos espasmos involuntários.
. Tontura e sensação de não estar no meu corpo, o que chamo de letargia.
RESUMO:
. Para pacientes com alto grau de psicose e esquizofrenia, talvez o remédio traga alguns benefícios. Porque o paciente está tão sedado que não sabe talvez nem quem seja. Mas para mim que só desejo diminuir a ansiedade e os pensamentos negativos, o efeito não foi bom.
Liguei para médica depois de uma semana de tratamento relatando os sintomas, como foi combinado. A alteração foi aumentar a Risperidona para 3 comprimidos a noite.
Piada não é? Mas... não sou médico e tive que me submeter a mais uma experiência. Porém o resultado não foi bom. Continuei sem dormir e os sintomas pioraram.
Parei por conta própria a Risperidona, voltei com o Depakote mais Rivotril a noite, até a próxima consulta.
O lado bom da experiência foi a atenção dos residentes, que se dispuseram a me atender posteriormente em sessões mensais ou quinzenais. Encontrei também minha ex-terapeuta que também faz parte do grupo. E ainda saí com os remédios conseguidos por eles. Enfim uma luz no fim do túnel.
Estou sem o menor saco de postar fotos e comentar mais sobre isto.
Minha energia realmente está bem esgotada. Desculpem-me meus dois leitores.
No próximo post detalho de uma forma mais leve toda esta experiência.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Descoberto o DNA do sono: Gene ABCC9
Uma equipe de cientistas alemães descobriu o gene que pode explicar o porquê de algumas pessoas precisarem de dormir menos tempo do que outras.
Quatro mil indivíduos responderam a um questionário elaborado por peritos da Universidade Ludwig Maximilians que procurou traçar os hábitos de sono dos europeus e identificar o gene que permite a alguns ‘funcionarem’ com menos horas de sono.
Descobriram que as pessoas que têm duas cópias de uma variante do gene ABCC9 precisam de dormir por um período significativamente menor do que aquelas que têm as duas cópias da outra variante do gene, avança a FoxNews.
Depois de terem descoberto um gene semelhante nas moscas da fruta, os cientistas da Universidade de Munique, em colaboração com os investigadores da Universidade de Leicester, conseguiram modificar a função do mesmo no insecto. Foi-lhes possível, então, diminuir o período de tempo dormido pelos mesmos.
Um dos autores do estudo, Till Roennberg, explicou que «é muito encorajador saber que o ABCC9 também afecta o período de sono nocturno das moscas». Isto significa que «o controle genético da duração do sono pode muito bem basear-se em mecanismos semelhantes em várias espécies».
Se isto significar que é possível manipular estes genes no futuro, poderemos induzir as pessoas a precisarem de dormir menos horas.
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Descoberto o DNA do sono: Gene ABCC9
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O Aborto, a Culpa, a Vitima...e o Fundo do Poço!
Então vamos abrir as feridas, sentir a dor de ser carne... admitir nossa podridão interna. Todos os nossos buracos fedem. A beleza é apenas a forma da natureza divina perpetuar à ópera do anjo caído.
Esse Blog não é pra você Polyana, que ainda não sentiu essa dor e me acha mais um louco na esquina; mais um mendigo bêbado na calçada...uma mariposa aloprada ao redor do candeeiro...um verme preso no âmbar.
Vamos além da dor do desejo. Existe algo que vem antes...ou abaixo: A culpa!
Abortar à vida (com crase mesmo)....escarrar sem cuspir, engolir o muco. Como aquele sentimento masculino que emerge após o Nirvana ocidental, o único momento sem dor, segundos de morte...momentos sem mente: o orgasmo.
Doce irrealidade, mais uma armadilha da negação do poder, de privar o amor...a paixão ou um beijo. Então castraremos o dardo que fustigou a carne, e mergulharemos no gozo inverso da vontade.
Doce irrealidade, mais uma armadilha da negação do poder, de privar o amor...a paixão ou um beijo. Então castraremos o dardo que fustigou a carne, e mergulharemos no gozo inverso da vontade.
Então eu que sou romântico, depressivo, bipolar, louco (como queiras chamar) não tenho saída a não ser encarar a fatídica culpa. Me tornar vítima. Por que não?
Me acomodar na confortável poltrona de espectador; já que sou incapaz de protagonizar na merda que vejo no palco. Doente é ser sadio nesta sociedade de psicopatas. Louco, senhora carola da missa dos domingos, é querer ser normal no meio da barbárie.
Então deixe-me só sr, Maçom. Feixem esta bosta desta página Rotaryanos e Lyoninos. Cuidadores da moral e dos bons costumes...ou seriam bons curtumes?
Me dêem então as pílulas, me anestesiem. Vou jogar a culpa pra baixo dos vossos tapetes e vou me sentir só uma vítima... Confortavelmente sedado.
Covardia, fraqueza, falta de caráter, doença...chamem do que quiser.
- Não precisa se assustar Doutora, hoje apenas tirei a máscara....elas às vezes me tiram o fôlego....só às vezes...
Local:
Baile de Máscaras
Balanço anual: Nada de novo no front...
Um ano de Blog e nada mudou. Hoje estou pior ainda. Não durmo mais. Insônia total, o Rivotril perdeu o efeito. Não tenho mais grana pra médico, estou me auto-medicando com 4mg de Rivotril a noite + 25mg de amitripilina; ambos conseguidos na clandestinidade. Vou dormir as oito ou nove da manhã e acordo ao meio dia / 13 horas. Resumindo, tá td a mesma merda!
Por isso vou repostar o mesmo texto do ano passado:
sábado, 24 de dezembro de 2011
Depressão Natalina - Assumindo a Bipolaridade
Depressão Natalina - Assumindo a Bipolaridade
No meu ano de assumir a doença, senti na pele o temido pavor das comemorações natalinas.
Não sei exatamente se é o fato de cair na realidade de um mundo capitalista, onde o Papai Noel só presenteia os mais abastados, onde os falsos sentimentos são trocados através de amigos secretos de dez reais, e a miséria continua a bater na nossa cara.
Mais precisamente nos vidros dos nossos carros, nos simbólicos sinais de trânsito. Sinalizando tempos de violência e miséria, o fatídico farol vermelho nos obriga a parar pra ver a massa de pedintes que triplicam nas ruas nesta época.
Mais precisamente nos vidros dos nossos carros, nos simbólicos sinais de trânsito. Sinalizando tempos de violência e miséria, o fatídico farol vermelho nos obriga a parar pra ver a massa de pedintes que triplicam nas ruas nesta época.
Ou não sei se a tristeza vem pelo pavor do balanço anual da vida (nós bipolares não nos damos bem com balanços....literalmente). Ou pior, se o sentimento vem da pressão da necessidade de planejar o ano vindouro. Engraçado, perceber que pressão anda junto com depressão, e enxergar o mundo de pressão em que vivemos. Vivemos uma das piores ditaduras da história da humanidade, a ditadura da felicidade. Existe uma incrível pressão de cobrança para que sejamos felizes.
Surge um conceito de felicidade irreal. Onde temos que ser os melhores. Numa competição desenfreada, temos que ser melhores em tudo. Ter os melhores carros, as melhores roupas, os melhores esposos (as), os melhores filhos, as melhores famílias. E temos que exibir isso, numa teia de vaidades que nos prendem como moscas.
Épocas natalinas viram o auge desta cadeia. Vem a temida exposição. Somos quase obrigados a confraternizar, dar presentes, receber visitas....é preciso estarmos bonitos e bem apresentáveis. Nossas casas tem que estar arrumadas, temos que receber a todos com um sorriso colgate na boca.
Será que no oriente existem bipolares? Lá eu ouvi dizer que a melancolia é considerada uma necessidade vital do ser humano. Eles consideram o isolamento como um momento sagrado. Onde a tristeza é vista como parte natural da vida, e ainda mais importante, como parte de um processo de amadurecimento.
Tudo que cresce dói. Músculos, dentes, pensamentos...como negar esta natureza? Como amadurecer sem dor? Grande dilema para nós bipolares.
Deixemos de lado então os normais, que só assumem o sofrimento esta época nos 40 minutos do especial de Roberto Carlos na Globo. Ou será que não?...será que Roberto Carlos é o grande vilão da história? Sempre choro quando ouço nas "...Curvas de Santos". Que dilema. Vou deixar esse drama com você leitor. Pra mim só quem faz sentido é soldado!
Local:
Banquete de Bruegel
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Depressão e preconceito.
O outro lado da moeda depressiva é a vergonha de expor a doença. Respondendo ao meu único leitor, Mente Hiperativa, tenho todo esse pânico em volta da doença, porém fora de casa existe uma vida social "normal". Ninguém sabe da gravidade do meu problema. Minha mãe, minha namorada, meu irmão...sabem que estou doente; porém não tem como descrever para eles o quanto estou debilitado. O restante da família e amigos não imaginam que estou doente. Talvez isso piore ainda mais o meu estado.
Recusar os convites para sair, inventando mil desculpas diferentes. Não ter exatamente o que dizer quando as pessoas perguntam o que estou fazendo agora profissionalmente. Ter que sorrir e cumprimentar as pessoas que conheciam o outro eu, antes da doença; consequentemente esperam que eu tenha aquele mesmo entusiasmo e alegria que eu sempre tive. Amigos de infância, que agora eu me afastei, e tenho vergonha de falar da minha doença.
Acho que ninguém realmente entende quem sofre desse tipo de problema. Impossível uma interpretação compreensiva. Ou acham que é preguiça e falta de disposição - esses falam, rapaz entra em uma academia, vai fazer exercícios físicos; ou ainda, tire umas férias que resolve...etc. Tem ainda os que acham logo que a pessoa está louca, por tomar anti-depressivos. Tem os que se afastam de você pela sua aparente "negatividade" e "revolta", ou seja, você não faz mais parte do time dos "normais".
Enfim, se eu tivesse certeza que nunca iria ficar curado eu agiria diferente. Talvez assumisse publicamente, parasse de sonhar com novas empresas e novos empreendimentos. Mas tenho esperança de retomar ao menos parte do entusiasmo que tinha. E aí buscar novamente outras oportunidades. Caso as pessoas saibam da doença, acho que muitas portas podem se fechar futuramente por conta disto. A pessoa de certa forma perde a credibilidade. Por isso eu vou levando esta vida dupla. Sofrendo por dentro, isolado; e ao mesmo tempo, os poucos momentos que saio e encontro pessoas conhecidas me esforço para parecer a pessoa mais normal do mundo.
Já pesquisei um outro psiquiatra, vou arrumar algum dinheiro para visitá-lo. Depois posto o resultado de mais uma etapa desta luta.
Marcadores:
depressão e preconceito vida social depressivos
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Depressão sem diagnóstico
Dor no peito, frio na barriga, dormência nos braços e pernas....ansiedade absurda, hiper-atividade de pensamentos e prostração absoluta. Tudo isto com maior intensidade durante o dia. Depois desse novo esquema estou me sentindo exatamente assim. À noite....zero de sono. Durmo as 5 ou 6 da manhã e acordo 3, 4, 5 ou 6 horas da tarde. Se tenho compromisso pela manhã viro um zumbi o restante do dia.
Não tenho ataques de euforia, não tenho baixas depressivas a ponto de ficar completamente moribundo. Não tenho idéias negativas intensas ao ponto de achar que a vida não vale a pena. Pelo contrário. Os pensamentos vão a mil por hora, tenho mil idéias...porém a inércia me impede de agir. É uma preguiça aumentada....uma dormência permanente.
Até os trinta anos era viciado em trabalho, tive muito dinheiro. Recebi mil prêmios, fui muito bem sucedido no que fazia, sou casado com uma mulher belíssima. Depois da queda, começou meu drama.
Estou afundado em dívidas e sem ocupação. Cada dia que passa perco as esperanças.
Meu deus...bipolaridade, ciclotimia, depressão, ansiedade, síndrome do pânico...que diabos eu tenho?
Ninguém me deu nenhum diagnóstico, só sei que me sinto um velho de 90 anos...minha vida acabou.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Receita médica para remédios controlados.
Depois do depoimento super sincero do meu psiquiatra, de que não poderia passar só a receita e que eu teria que pagar os 150 reais da consulta; fui atrás de farmácias que vendessem sem receita.
Não consegui o Rivotril mas o similar dele, Clonazepam 2mg. Não consegui o estabilizador Carbamazepina mas consegui o similar Tegretol. O anti-depressivo Alenthus (venlaxafaxina) não consegui de forma alguma. Liguei pro médico implorando uma receita ele me deu caixas do similar Venlaxin, porém o dobro da dose que eu estava tomando, de 75mg para 150mg; mas pelo menos foi amostra grátis.
Resumindo meu novo esquema, que já perdi as contas de quantos já vão:
Manhã: 1 com. de Venlaxin 150mg (anti-depressivo)
Noite: 1 comp. de Tegretol 200mg (estabilizador do humor)
2 comp. de Clonazepam 2mg (ansiolítico)
Resultado: Sono absurdo durante o dia. Zero de sono a noite.
Inércia, Letargia e Desânimo.
Vou ter que mais uma vez mudar de médico. Já vai ser o quinto em menos de um ano.
Não vou ficar servindo de cobaia.
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