A maioria das pessoas "normais" vivem no piloto automático da vida. Trabalho casa, casa trabalho. Daí acontece um problema nesse percursso e pronto, lé vem os velhos sintomas do início do que todos chamam de depressão. Depois de muita resitência, vergonha, dificuldade de lidar com os sintomas, vem a procura por tratamento. Geralmente começa por um psiquiatra.
Esta figiurinha,
na maioria das vezes vai te ouvir por 40min e vai passar uma receitinha que já tem até pronta em sua gaveta: Fluoxetina + Clonazepan. Alguns outros podem fazer uma leve
alteração com um ou outra substância. E vai mandar a pessoa voltar em 30 dias. Se esta pessoa tiver sorte e possuir o mínimo de conhecimento do processo, vai saber que remédios não curam ninguém, apenas amenizam a dor.
Com traumas em nossa mente acontece a mesma coisa. Se tratamos apenas com tranquilizantes, e esperamos que o corpo reaja sozinho corremos risco. É ai que mora o perigo dos barbitúricos, pois eles anestesiam a dor, mas não agem sobre a causa da dor. E este problema pode crescer sem que o paciente saiba, e diferente de uma infecção, um problema psiquiátrico não tem seus sintomas diagnosticados assim com tanta facilidade.Então o caminho é fazer um raio-x da mente e dos pensamentos. E quem faz isto? A psicologia ou psicanálise.
Procurar ajuda psicológica não quer dizer que você vai poder parar de tomar remédios. O trauma de um pé torcido exige raio-x e analgésicos e por vezes moletas, os traumas da mente também. Mesmo que você já não sinta tanta dor, depois de um tempo de tratamento, você ainda vai precisar de exames de acompanhamento e moletas, em alguns casos pro resto da vida. Assim também é com nossa mente. Mesmo com acompanhamento psicológico, o paciente precisa dos remédios, que servem como moletas, mas também precisa do acompanhamento do trauma, que seria a ajuda psicológica.