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domingo, 25 de março de 2012

Psiquiatria Pública (SUS) - Risperidona e Letargia

Finalmente procurei o serviço público.
Não me restou outra saída. Sem receitas médicas e sem acompanhamento não temos como prosseguir. Fui a um hospital que tem um grupo focado em TOC e esquizofrenia.

A tal renomada médica que a consulta custa R$ 450,00 em seu consultório particular é uma das coordenadoras do trabalho neste hospital público.
Prontuário conseguido, consulta marcada. Quem me atendeu foram dois residentes, que apesar de muito competentes e de compreensão incrível, tiveram que levar meu prontuário para a tal renomada médica, que pelo que senti foi ela quem receitou o esquema sem nem olhar na minha cara.
Como ela é considerada uma das melhores do estado, tive que colaborar fazendo minha parte, confiando no tratamento. Resultado do novo esquema após uma hora de entrevista:
Mantiveram o DEPAKOTE 500ER / 1 pela manhã e 1 a noite;
Incluíram RISPERIDONA (RISS) / 1 A NOITE.

Efeitos da Risperidona (pela ordem de aparição/incômodo):
. Dormência absurda na língua, que se estende pela gengiva, boca, maxilar. braços e pernas;
. Desconforto abdominal, gases e gastrite;
. Hipersensibilidade sensorial; como você se sente um zumbi, paradoxalmente se torna mais sensível aos estímulos externos. Uma simples coceira no braço vira um espasmo... como um susto mesmo. Sem falar nos espasmos involuntários.
. Tontura e sensação de não estar no meu corpo, o que chamo de letargia.

RESUMO:
. Para pacientes com alto grau de psicose e esquizofrenia, talvez o remédio traga alguns benefícios. Porque o paciente está tão sedado que não sabe talvez nem quem seja. Mas para mim que só desejo diminuir a ansiedade e os pensamentos negativos, o efeito não foi bom.

Liguei para médica depois de uma semana de tratamento relatando os sintomas, como foi combinado. A alteração foi aumentar a Risperidona para 3 comprimidos a noite.
Piada não é? Mas... não sou médico e tive que me submeter a mais uma experiência. Porém o resultado não foi bom. Continuei sem dormir e os sintomas pioraram.
Parei por conta própria a Risperidona, voltei com o Depakote mais Rivotril a noite, até a próxima consulta.
O lado bom da experiência foi a atenção dos residentes, que se dispuseram a me atender posteriormente em sessões mensais ou quinzenais. Encontrei também minha ex-terapeuta que também faz parte do grupo. E ainda saí com os remédios conseguidos por eles. Enfim uma luz no fim do túnel.

Estou sem o menor saco de postar fotos e comentar mais sobre isto.
Minha energia realmente está bem esgotada. Desculpem-me meus dois leitores.
No próximo post detalho de uma forma mais leve toda esta experiência.